Solidariedade

21 de janeiro de 2011 § Deixe um comentário

Assistimos pela televisão, lemos pelos jornais, discutiu-se em entrevistas a tragédia causada pelas chuvas – principalmente, mas não exclusivamente – na região serrana do Rio de Janeiro.

A fotografia mostrada foi a de clima de guerra causado pela natureza que, mais uma vez, não perdoou a irresponsabilidade dos homens perante seus semelhantes. Acidentes naturais ocorrem sem a intervenção humana, é verdade, mas sua contribuição para episódios como o recente é incontestável; seja por falta de comprometimento ou omissão por parte de autoridades governamentais, seja pela falta de educação de parte da população, que alheia ao respeito pelo meio ambiente descarta todo tipo de lixo sem qualquer constrangimento em locais os mais diversos, seja pelo desmatamento irresponsável dos mais gananciosos.

Nevascas e enchentes também estão ocorrendo mundo afora resultando em enormes perdas materiais, mas com perdas de vidas nada comparáveis às que sofremos por aqui. A natureza de nossos problemas é sobejamente conhecida, como conhecidos são também os atos de solidariedade prestados pelas comunidades de todo o país.

Em meio à tormenta instalada, a disponibilidade de homens, mulheres e até mesmo crianças em se doar para minimizar a dor de centenas de pessoas que perderam amigos, parentes e bens acumulados durante toda uma vida foi, e continua sendo, profundamente tocante. Descartando-se os alienados mentais que se aproveitam da desgraça alheia para cometer saques e outros crimes, a imensa maioria da população – independentemente de sua classe social, raça ou credo – abriu seus corações, irmanados na perseguição ao bem maior do conforto aos menos favorecidos.

A pergunta que sempre fica em situações dramáticas como às que presenciamos é: por que o ser humano não é solidário com o seu próximo em todos os momentos da vida? Argumenta-se que o ser humano é imperfeito, e ele o é, e ainda como sempre, que passado o clima de emoção contagiante, a vida volta ao “normal”: transeuntes passando por pessoas caídas em calçadas e olhando para o outro lado, disputas por posses alheias não raro redundando em violência, discriminações de todo tipo querendo nos fazer crer que somos uns diferentes dos outros.

Estariam as catástrofes a nos alertar e lembrar nossa pequenez? Que existe algo mais a ser considerado além da perseguição à posse, ao consumo incoerente, ao desrespeito inconseqüente? Realmente não sei. O que sei, e provavelmente você também, é que a solidariedade humana existe e se apresenta sem cor, gênero ou idade quando chamada a comparecer. Mistérios da natureza (humana).

 


 

 

 

 

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